Continuar a transformar Coimbra nos próximos 4 anos

Há 4 anos apresentámos um programa ambicioso, mas realista, para 8 anos, sob o lema “Coimbra, Polo de Cultura e Desenvolvimento” e cumprimos! Imprimimos um novo ritmo e uma nova estratégia e fizemos acontecer.

O programa era constituído por 112 pontos, representando metaforicamente o estado de emergência em que Coimbra se encontrava. Como a oposição em uníssono nos acusa de não termos feito “nada” (um manifesto exagero sem credibilidade…), apresentámos publicamente o relatório do seu cumprimento, que é público. Os resultados são extremamente positivos: foram cumpridos ou maioritariamente cumpridos 65 pontos, 35 pontos estão em vias de cumprimento e parcialmente cumpridos e apenas 12 pontos não foram trabalhados, por várias razões, sendo agora revistos e reformulados no novo programa eleitoral, em função da realidade atual.

Naturalmente, um executivo camarário executa muitas obras e decisões que não constam do programa inicial, programa esse que estabelece e define uma estratégia e não um caminho fechado. Acrescentando as 69 medidas adicionais, efetivamente concretizadas e em curso, ascendem a 169 os pontos realizados, o que, podemos dizê-lo, corresponde a um cumprimento de 151% das medidas do programa inicial, consideradas apenas do ponto de vista quantitativo. É um excelente nível de realização, que espelha bem a aceleração e novas dinâmicas conseguidas na Câmara Municipal, no mandato que agora termina. Ainda aumentaria mais se considerássemos muitas outras ações relevantes que se encontram descritas nos relatórios anuais do executivo (https://www.cm-coimbra.pt/areas/transparencia/reunioes-de-camara/balancos-do-mandato).

É incontestável que transformámos Coimbra e conduzimos o concelho de um longo declínio a novas dinâmicas em todos os setores: PLANEAMENTO, EDUCAÇÃO, HABITAÇÃO, MOBILIDADE, URBANISMO, EMPRESAS/EMPREGO, RESIDENTES, FREGUESIAS, AMBIENTE, LUMINÁRIAS LED/ENERGIA, CULTURA, GRANDES EVENTOS, NOVOS GABINETES, NOVAS RESPOSTAS!

As alterações estruturais introduzidas, a estratégia de inovação, o novo planeamento e regeneração urbanística do espaço urbano, a criação das infraestruturas essenciais ao crescimento, a revisão do PDM, a Alta Velocidade ferroviária no centro de Coimbra, a conclusão do Sistema de Mobilidade do Mondego, as novas iniciativas, os grandes eventos, entre muitas outras medidas, permitem dar a certeza que os próximos quatro anos irão ser de enorme aceleração do desenvolvimento sustentável de Coimbra. Também a suspensão do PDM aplicada à áreas de atividades económicas e a revisão do Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação (RMUE) no sentido de redução das taxas urbanísticas, tornam o território de Coimbra mais competitivo, comparativamente aos municípios vizinhos, o que se afirmará solidamente como o concelho mais dinâmico do país.

O que Coimbra conseguiu nestes 4 anos não é só obra da coligação, é obra da vasta família de 2500 funcionários e dirigentes da CMC e do diálogo e trabalho transparente e tranquilo com as associações e principais instituições da cidade. Quereremos agradecer publicamente a todas e a todos. Quando remamos em conjunto para o mesmo lado, Coimbra é imparável.

Hoje, os serviços funcionam, os dirigentes e os trabalhadores falam entre si na procura de soluções e apresentam sugestões, recebem diretamente os munícipes e os investidores, estão motivados pelas lideranças de proximidade, já se cumprem quase todos os prazos, encontram-se soluções e aceitam-se novas ideias.

Hoje, a Câmara de Coimbra é dada como um bom exemplo para o país, nomeadamente no departamento de urbanismo, como reconheceu a Ordem dos Arquitetos e afirmou o vencedor do Prémio Diogo Castilho 2025, um escritório de arquitetos do Porto. Também o cadastro e a toponímia são considerados modelos a seguir por outras autarquias.

Hoje, as multinacionais que aqui se instalaram elogiam a forma como foram recebidas, em equipa, com a UC, o IPC, o IPN, o INOPOL e outros, e falam no exemplar “The Coimbra Way”.

Hoje, Coimbra está estrategicamente no bom caminho!

Porque a memória não pode ser demasiado curta e a linha de base condiciona os anos seguintes, devemos recordar que, quando tomámos posse, Coimbra era uma cidade parada no tempo, com receitas baixas, sem projetos municipais, sem capacidade de investimento, a perder população e que tinha acabado de proceder, em agosto de 2021, à maior redução de sempre de horários dos SMTUC, um serviço abandonado durante décadas. Sim, a Câmara tinha as tais contas equilibradas, mas eram contas equilibradas de uma Câmara pobre, sem meios, de ambição esgotada e incapaz de fazer face às necessidades e solicitações mais prementes.

Por estas razões, neste primeiro mandato concentrámo-nos primordialmente em atrair investimento: já se instalaram em Coimbra 7 multinacionais (outras 2 já escolheram Coimbra e outras estão em processo de decisão), vendemos os espaços empresariais livres, investimos 1 milhão de euros na expansão do iParque (mais 19,2 hectares, correspondendo a 11 novos lotes), estamos a criar uma zona industrial em Souselas e elaborámos uma via rápida do investimento, tendo sido criadas centenas de novos postos de trabalho.

Entre 2021 e 2023, o número de empresas no concelho cresceu para 22.812, e o emprego para 52.795 pessoas. Coimbra teve saldo fortemente positivo na criação versus dissolução de empresas (2327 vs. 1009).

Mas o mais impactante, como demonstrou o trabalho da RTP, durante os 4 anos do nosso mandato, o número de grandes empresas instaladas em Coimbra aumentou 60%, passando de 10 para 16! É neste ritmo que queremos continuar.

Para conseguir estes resultados, reestruturámos a Câmara e digitalizámos os procedimentos (a Câmara funcionava em papel, completamente desorganizada…), acelerando-os e começando a cumprir prazos. Neste departamento, são realizadas mais de 700 reuniões por ano com munícipes e promotores, para ultrapassar rapidamente os problemas. Vale a pena sublinhar que, em 2025, a percentagem de despachos de indeferimento foi apenas de 3,9%. Só em 2025, até 15/09, já foi licenciada a construção privada de 1026 fogos! Está tudo perfeito? Não, mas perseguimos esse objetivo e sabemos como continuar a melhorar.

Como reflexo, no urbanismo temos duplicado, ano após ano, a área licenciada de construção. Em 2024, o valor foi de 260392 m². Este extraordinário ritmo de crescimento, nunca antes visto em Coimbra, mantém-se em 2025, com tendência para duplicar relativamente a 2024. Foi uma mudança extraordinária. Segundo o INE, entre os municípios que mais aumentaram os licenciamentos em 2024 estão o Porto, a Maia, Coimbra e Sintra (JN). Alguma vez Coimbra tinha sido referida como bom exemplo em matéria de urbanismo?

Investimos muito mais nas Freguesias. Não só recuperámos os atrasos das obras, mas mais do que duplicámos os valores transferidos para as freguesias. Entre 2018-20 foram transferidos para as freguesias 8,980 M€, enquanto sob o nosso executivo, entre 2022-24, foram transferidos 18,424 M€. A diferença é colossal e queremos continuar a reforçar!

Foi em Coimbra que se instalou o primeiro centro ibérico do extraordinário projeto TUMO, realmente transformador da nossa juventude, com relatos verdadeiramente emocionantes, que ajudou a recuperar para a cidade o icónico edifício dos antigos CTT. Atualmente conta com mais de mil jovens a participarem dos diferentes programas, sem onerar as suas famílias. Estas sabem bem como este projeto é extraordinário e diferenciador.

O projeto da “Alta Velocidade”, que alguns queriam empurrar para fora de Coimbra, vai transformar a estação velha numa estação central intermodal de qualidade internacional, criar uma nova centralidade urbana de elevadíssima qualidade, devidamente planeada com profundo respeito pela estrutura de verde e azul e impulsionadora do desenvolvimento local e regional, com uma arena, que já começa a ser essencial, e colocar Coimbra como a única cidade do país a ser servida por dois aeroportos internacionais, em tempos internacionais.

Mas também as obras subterrâneas em curso, menos faladas, são de primordial importância, pois vão separar águas residuais e águas pluviais, vão prevenir inundações e vão deixar Coimbra com condutas e calhas técnicas novas, evitando, talvez nos próximos 50 anos, as permanentes ruturas e obras de reparação nas vias. É um bem pouco visível, mas essencial.

Apesar de estarem a decorrer inúmeras obras transformadoras, alguns dizem que não se vêem obras do atual executivo! Reduzem a governação de uma cidade a “obras” e ao “betão”. Para nós, governar uma cidade para o futuro é muito mais do que betão.

Porém, atrevemo-nos a dizer que nenhum outro executivo realizou tantas obras no seu primeiro mandato! Por isso mesmo, devemos recordar que as 66 obras de investimentos em infraestruturas no período de 2021 a 2025, efetuadas pelas Águas de Coimbra e pela Câmara (considerando a drenagem de águas pluviais), ascendem já a 24 milhões de euros, ou seja, uma média de 6 milhões de euros por ano.

Outras obras que não são valorizadas, são as obras de reabilitação de muros e taludes. Estão a decorrer várias empreitadas no valor superior a 4 milhões de euros, nomeadamente em Ceira, na rua de Aveiro, nos taludes da estrada de Coselhas, em Quimbres, em Pereiros, na Pedrulha, em Almalaguês e em Vil de Matos, entre muitas outras que estão planeadas.

Há muitas outras obras a decorrer, no domínio da reabilitação de estruturas camarárias, de escolas (algumas das quais estava previsto serem encerradas!), de centros de saúde, de habitação social e a construção de um quarteirão de residências de estudantes na Baixa, mas não queremos preencher este texto apenas com obras.

O certo é que desenvolvemos a mais ambiciosa política de habitação municipal deste milénio, aproveitando ao máximo os respetivos financiamentos. Foram já aprovadas 9 candidaturas, correspondendo à reabilitação de 200 habitações (planalto da Rosa e Ingote, Celas e Fonte do Castanheiro), à construção de 294 habitações novas, na Quinta das Bicas e em Vale Figueiras, e ainda à construção de 78 novos fogos para arrendamento acessível, com o IHRU, na Padre António Vieira, Câmara Pestana, Vale Figueiras e Sousa Bastos.

Antes de terminar este texto, não podemos deixar de referir o nosso empenho na transparência municipal, o que muito nos orgulha. Retirámos a Câmara de Coimbra de uma vergonhosa posição na cauda da tabela e trouxemo-la ao top premiado da transparência municipal nacional, incluindo a transmissão das reuniões da Câmara e a criação da Provedoria do munícipe.

A definição de prioridades, que eram muitas, implicou que em alguns sectores o investimento continue insuficiente para as necessidades, como, por exemplo, na limpeza urbana. Temos de nos adaptar à maior produção de lixo, devido ao aumento da população. Lá iremos no próximo mandato. Sabemos exatamente o que é necessário e já disporemos de mais meios. Em todo o caso, foram criadas as condições para iniciar a recolha de resíduos recicláveis porta à porta envolvendo mais de 8000 famílias e ativamos a fileira dos biorresíduos. E não esgotamos o Ambiente na limpeza urbana e nos resíduos, introduzindo novas áreas na nossa intervenção ambiental: economia circular, conservação da natureza, descarbonização, entre outras.

A taxa turística, a rápida subida do IMT e o aumento sustentado de outras receitas, sinal da nova dinâmica económica, social, cultural, empresarial e turística do concelho, bem como o novo ritmo urbanístico, permitem-nos olhar o futuro com confiança máxima.

Porque estamos a transformar Coimbra e a construir um novo futuro, porque temos muito planeamento realizado e múltiplos projetos em curso (como o José Falcão e o Palácio da Justiça), porque há muitas obras e muitos resultados para apresentar, porque há um novo ritmo no concelho, porque estamos numa espiral positiva de desenvolvimento e crescimento demográfico, não temos dúvidas de que o povo de Coimbra nos irá conceder aquilo que, com toda a humildade, consideramos que merecemos, mas, sobretudo, de que Coimbra necessita: um novo mandato, para continuarmos o nosso trabalho estratégico por mais quatro anos.

Temos centenas de procedimentos em curso, como resultado deste intenso trabalho de 4 anos, é importante para Coimbra que não sejam interrompidos! Roma e Pavia não se fizeram em 4 anos.

Herdámos uma cidade com 1001 problemas, que vamos resolvendo progressivamente, com um trabalho sério, rigoroso e exigente. Coimbra não pode voltar ao passado, não pode mesmo…

Estamos a transformar Coimbra no concelho mais dinâmico, vivo e enérgico, com o mais forte desenvolvimento sustentado e sustentável do país e com a melhor qualidade de vida.

Vamos continuar este caminho, com trabalho sério e empenhado.

Viva Coimbra!

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