Mobilidade e Transportes
VISÃO
Colocar Coimbra na linha da frente da mobilidade sustentável e da qualidade de vida, como centro mais dinâmico da região metropolitana, reduzindo as assimetrias entre o centro da cidade e a periferia.
VISÃO
Colocar Coimbra na linha da frente da mobilidade sustentável e da qualidade de vida, como centro mais dinâmico da região metropolitana, reduzindo as assimetrias entre o centro da cidade e a periferia.
Concluir o projeto do MetroBus, cuja linha Portagem – Serpins deverá entrar em funcionamento ainda em 2025, e o restante trajeto desta fase (Coimbra-B Portagem, e a ligação aos HUC) no próximo ano. Promover a melhoria da ligação entre o HUC e o Hospital Pediátrico através da criação de um canal dedicado, entre a saída norte dos HUC e a Av. Afonso Romão, integrado na Unidade de Execução das “7 Fontes”. Esta fase beneficia já de inúmeras melhorias de projeto introduzidas pela IP por sugestão do atual executivo municipal, desde a introdução de novas paragens (HUC, Hospital Pediátrico, Alto de S. João), à garantia de canal dedicado e prioridade em todos os cruzamentos, à melhoria da integração funcional/acessibilidade às estações, até à preservação de mais de uma centena de árvores que estava previsto serem cortadas e a uma generalizada melhoria do desenho urbano.
Concretizar a ligação de Coimbra à rede de Comboios de Alta Velocidade e reforço do serviço urbano ferroviário. Conseguimos reverter a aceitação no mandato de 2017-2021 de que a Alta Velocidade não passasse em Coimbra, pelo que importa continuar a acompanhar o processo para que a nova linha, com paragem na nova estação intermodal de Coimbra-B, se concretize. O Plano de Pormenor, em fase de aprovação formal, permite criar uma nova centralidade na zona noroeste da cidade, em redor desta nova estação. Continuar a defender a “quadruplicação” da linha do Norte entre Taveiro e Coimbra, de forma a garantir reserva de capacidade do sistema para potenciar o reforço do serviço urbano, designadamente nas ligações Coimbra-Figueira da Foz, Coimbra-Soure, Coimbra-Sta. Comba e Coimbra-Aveiro. Exigir a implementação da solução alternativa de traçado proposto pela CMC e já validada pela IP, de forma a salvaguardar as habitações da Quinta das Cunhas e minimizar os impactes das edificações em Reveles.
Aprofundar os estudos para a expansão da rede do MetroBus para a margem esquerda, para a zona norte do concelho, para os concelhos limítrofes bem como para os polos I e II da Universidade de Coimbra.
Concretizar a bilhética integrada dos transportes públicos na região de Coimbra, que está em fase avançada de desenvolvimento, que justificou a constituição da AGIT – Agência para a Gestão Intermodal da Região de Coimbra, e que irá permitir bilhetes e passes únicos que incluam o MetroBus, os SMTUC, o Sistema Integrado de Transportes Metropolitano da Região de Coimbra e os comboios urbanos da CP, sem penalizações por transbordo. É um passo muito importante para tornar o transporte público na região metropolitana de Coimbra uma alternativa competitiva em relação ao transporte individual. Neste âmbito, alargar o apoio social dos transportes, dos passes bonificados (funcionário municipal, bombeiros voluntários, estudante, 3.ª Idade/Reformado / Pensionista, Aposentado Municipal, Apoio Social + e Consigo +), atualmente limitado à rede dos SMTUC, ao sistema intermodal (serviços inter-municipais, CP e MetroBus), assumindo a CMC o pagamento do valor remanescente correspondente ao título mensal relativo ao concelho de Coimbra.
Continuar a recuperação da operacionalidade dos SMTUC para que se torne um meio de transporte fiável em que as pessoas possam confiar para os levar a horas ao seu destino. Depois dos ajustes introduzidos pela atual equipa, já há poucas viagens canceladas, o plano de renovação da frota foi construído e está a ser cumprido, resultando numa forte diminuição da idade média da frota, e está em curso um grande reforço da informação em tempo real, por painéis e por canal digital. Foram instaladas diversas máquinas de venda de bilhetes e de carregamento e já é possível renovar os passes pela Internet. Foi profundamente alterada a ECOVIA, o que resultou num grande aumento do número de utilizadores. Está em estado avançado o estudo de reformulação da rede dos SMTUC, que deverá estar pronto em poucos meses, numa ótica de complementaridade ao MetroBus e de reforço do caráter social e inclusivo da rede dos SMTUC e alargando a sua cobertura, corrigindo lacunas identificadas, nomeadamente na ligação entre o Polo I e Polo II.
Alargamento do transporte flexível a pedido. Criado neste mandato um projeto piloto, nas localidades de Vila Pouca, Orelhudo e Casa Telhada da freguesia de Cernache, ir-se-á alargar a rede a outras zonas de baixa densidade do concelho. O serviço flexível está a ser integrado na plataforma intermodal a ser gerida pela AGIT, de forma a garantir a intermodalidade com outros operadores do concelho.
Apoio à implantação do Sistema Intermunicipal de Transportes da Região de Coimbra (SIT Metropolitano), que entrou em funcionamento a 1 de agosto de 2025, centrado em Coimbra, é um instrumento fundamental para o desenvolvimento da região metropolitana de Coimbra. O sistema contará com mais de 200 linhas, Wi‑Fi gratuito, informação em tempo real e acessibilidade total. No âmbito deste processo está prevista a criação de linhas rápidas intermunicipais, incluindo ligações Penela‑Coimbra, Mira‑Coimbra, Figueira da Foz‑Coimbra, Vila Nova de Poiares‑Coimbra, entre outras áreas periféricas.
Resolver o problema da rotunda do Almegue. Numa primeira fase atenuar o problema com semáforos, algo que a Infraestruturas de Portugal (IP), a quem a rotunda pertence, já admitiu ser a solução adequada. Numa segunda fase construir um cruzamento desnivelado, em trevo, associado à construção de uma nova ponte rodoviária, que use o canal da atual ponte ferroviária, pelo que não afetará o Choupal, ficando o açude ponte apenas para trânsito urbano, solução já aceite pela IP e integrada no Plano de Pormenor da Estação Intermodal de Coimbra. A nova ponte permite também eliminar a ligação do IC2 ao açude ponte, e assim resolver o problema do congestionamento da Casa do Sal e reforçar a ligação verde entre o Choupal e o vale de Coselhas.
Resolver o problema das acessibilidades aos HUC, mediante a adoção de um conjunto integrado de soluções, que envolve o MetroBus, cujo trajeto dentro do recinto do Hospital está quase pronto e deverá entrar em funcionamento dentro de cerca de ano e meio, por silos de estacionamento dentro do recinto dos HUC, a construção de um terceiro acesso rodoviário no recinto dos HUC (junto à atual entrada do polo III da UC) para servir a nova maternidade/silo e uma reformulação da ECOVIA e de outras carreiras dos SMTUC.
Requalificar a nova frente ribeirinha, transformando-a numa zona de fruição urbana por excelência, com particular ênfase no troço entre a ponte Santa Clara e o Açude Ponte. A avenida Aeminium já foi transformada num espaço de fruição urbana e de circulação eminentemente pedonal e ciclável, caráter que será ainda mais reforçado quando a linha do MetroBus entre Coimbra-B e a Portagem ficar pronta e todo aquele eixo for requalificado. Integrou-se no estudo urbanístico uma nova ponte pedonal e ciclável para ligação entre margens, no encaminhamento da R. dos Oleiros, sendo que tal ligação deverá, a prazo, integrar a extensão do MetroBus à margem esquerda. A ligação da ciclovia do Choupal até ao Parque Manuel Braga está quase pronta.
Continuar a criação de corredores verdes pedonais e cicláveis inseridos em extensos parques urbanos nas duas margens, da Portela ao Choupal. Para além do já feito na margem direita entre a ponte Santa Clara e o Açude Ponte, aproveitando as obras do MetroBus, foram negociados e passados para a CMC, cerca de 15 ha de terreno entre o Rebolim e a Ponte da Portela, e assim se continuará, nas duas margens, progressivamente a obter os terrenos necessários para este anel. Tirando partido das obras de reforço das margens do Rio Mondego, por parte da APA, foram também repostas as condições de circulação pedonal e ciclável da zona ribeirinha a montante da Ponte da Portela, entre esta e o “Pioneiro do Mondego”. Vamos trabalhar para conseguir o alargamento da mata do Choupal.
Avançar na concretização do Anel à Pedrulha, um projeto desenvolvido em 2012, mas que nunca chegou a ser executado. Este é um eixo rodoviário de extrema relevância para assegurar o melhor desempenho da rede estruturante urbana e descongestionar o nó da Casa do Sal. O Plano de Pormenor da estação intermodal de Coimbra-B assenta nesta estrutura viária. Dado o preço muito elevado, superior a 50 milhões de euros, será necessário encontrar uma oportunidade de financiamento fora do orçamento corrente da Câmara Municipal. A primeira fase, que inclui o trecho compreendido entre a antiga N1 (junto à Plural) e a ex-N111, incluindo a passagem superior sobre a Linha do Norte já está prevista para ser concluída até 2032, no âmbito do Plano de Pormenor da Estação de Coimbra (PPEC), a cargo das Infraestruturas de Portugal, com financiamento Europeu, sem qualquer encargo para o Município, constituindo-se como o principal acesso rodoviário para aceder à futura estação intermodal e a todo o Bairro da Estação.
Avançar na concretização da via estruturante de Santa Clara, essencial à melhoria da mobilidade na margem esquerda da cidade, em particular o planalto de Santa Clara.
Continuação da reabilitação do aeródromo municipal Bissaya-Barreto. A recuperação do certificado AFIS, perdido em 2019, e a contratação de pessoal especializado, permitiram que voltasse a ser possível aos controladores de tráfego fornecer informação aos pilotos. Importa assegurar estrutura para viabilizar voos noturnos; muitos equipamentos já foram renovados, havendo outros em processo de aquisição. Está em revisão o Plano Diretor em vigência, que tem mais de trinta anos. Será concluído o procedimento para alargamento da pista, remarcação, incluindo a total substituição do sistema de iluminação noturna. Está-se ainda em fase avançada do processo que permita a aterragem e descolagem por instrumentos, portanto mesmo com pouca visibilidade, ao contrário da situação atual, em que o aeródromo só pode operar com boa visibilidade.
Continuar a promover a mobilidade suave, para os atuais residentes e para atrair novos, que procurem grande qualidade de vida. A política local de mobilidade suave está estruturada dentro do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), atualmente em desenvolvimento e com conclusão prevista para o final de 2025. Em fevereiro de 2024 foi aprovado o Plano Ciclável de Coimbra, prevendo 209 km novos: 110 km de ciclovias estruturantes e 125 km de vias locais, incluindo ramais como ligação à Solum, Leito Periférico Direito e extensão à Estrada de Eiras. Liga também ao corredor ciclável Coimbra – Figueira da Foz. Vários troços deste plano vão ser concretizados brevemente, a ciclovia Casa do Sal – Lordemão, que garante a ligação ciclável e pedonal segura entre a Casa do Sal e o Lordemão, ligando bairros periféricos à futura estação “Monte Formoso” do Metro Mondego. Está em fase final o projeto da Ponte Pedonal e Ciclável Casa do Sal – Monte Formoso. Destina-se a criar uma passagem elevada sobre o Nó da Casa do Sal e a Circular Externa, permitindo aos peões e ciclistas evitarem os semáforos e faixas rodoviárias congestionadas, melhorando a ligação entre a comunidade do Monte Formoso e os jardins da Casa do Sal, bem como à rede ciclável e à Mata Nacional do Choupal. A Ciclovia Alto de São João – Cidral (Solum) está em fase de procura de fontes de financiamento. A ciclovia que liga o Choupal ao Parque Manuel Braga está quase pronta. Foi alterada neste mandato a orientação para, nas freguesias, se passar a colocar passeios em detrimento de valetas espraiadas, que era a orientação anterior. De uma maneira geral, em todas as operações urbanísticas, passou-se a exigir a construção de passeios que assegurem conforto de circulação, algo que irá progressivamente dando frutos. Houve ainda inúmeras intervenções locais nas freguesias para requalificação de passeios, transformando estradas em ruas, e projetam-se muitas mais. Será dado impulso à implementação de sistemas mecânicos que estabeleçam a ligação entre a zona baixa e a zona alta da cidade, de que o elevador junto às escadas monumentais, previsto para breve, é um bom exemplo.
Implementação e alargamento de um sistema de controlo de acessos, por reconhecimento automático de matrículas, aplicado ao centro histórico (baixa e alta). Dando continuidade ao sistema atualmente em implementação no âmbito dos Bairros Comerciais Digitais, pretende-se alargar a zona de controlo, à alta de Coimbra, tirando partido do sistema integrado de controlo entretanto adquirido.
Alargamento a outros operadores do sistema de pagamento por via digital e à distância do estacionamento. Atualmente já está disponível essa modalidade para os aderentes à plataforma do IParque, sendo essencial expandi-lo à Via Verde, EasyPark, e a outras plataformas similares, de modo a aumentar as opções para os utilizadores, fomentar a competitividade e promover a concorrência saudável entre operadores, facilitar a integração com aplicações móveis e garantir uma experiência mais cómoda, rápida e flexível para residentes, comerciantes e visitantes. É igualmente essencial avançar-se para a implementação de uma plataforma de fiscalização à distância de forma a fomentar a credibilidade do sistema, os níveis de acatamento das regras de estacionamento e a rotatividade.
A intensificação do reforço da rede de postos de carregamento de veículos elétricos avança em múltiplas frentes: consolidação da infraestrutura Mobi.E, concurso de concessão da rede pública de postos de carregamento em todo o concelho, e um teste tecnológico pioneiro com a Galp, para instalação de dois pontos de carregamento elétrico em postes de iluminação pública na Quinta de São Jerónimo, no âmbito do como laboratório urbano Coimbra CityLab. Espera-se agora que a flexibilização recentemente anunciada pelo Governo venha permitir uma significativa simplificação dos processos e a consequente aceleração da instalação de postos de carregamento.